Apresentações de trabalhos em grupo – Comportamentos

É importante ressaltar que, os trabalhos aplicados em grupos são, principalmente, para avaliar o grau de comprometimento entre os acadêmicos, fazê-los interagirem e desenvolver a capacidade de trabalhar em equipe.Os assuntos podem ser divididos entre os componentes para efeito de organização, coleta de dados, pesquisa e até mesmo da apresentação. Isso não quer dizer que no ato da defesa ou das argüições a responsabilidade não seja de todos. No entanto, todos os componentes da equipe têm que conhecer, ao final, todo o conteúdo do trabalho. Afinal, a apresentação não pode ser prejudicada em detrimento da ausência de um membro do grupo. Do mesmo modo que um questionamento não deve ficar restrito a quem discorreu sobre o assunto. Trabalho em equipe é trabalho em equipe.O fato de estar sendo avaliado não é confortável para ninguém. E na sala de aula, cada grupo quer se sair melhor que o outro, provar que é o melhor da sala. As apresentações de trabalhos em grupo, mais se assemelham a um fuzilamento... Todos de pé em frente ao “pelotão”, uns com os pés sujando a parede da sala, alguns cochichando entre si, outros imersos em seus assuntos esperando “sua vez” de falar a “sua parte”, enquanto o coitado (a) da vez é jogado aos leões. Para os inexperientes, os tímidos ou mesmos os que têm pavor de apresentações em público, este momento é um terror. Particularmente, acho mais interessante colocar as cadeiras em circulo, estilo arena romana, este modelo deixa os alunos que têm dificuldades de se expressar menos apreensivos.No entanto, quando a situação requer ir para frente mesmo, alguns pontos devem ser observados: Evite ficar com pé na parede, esteja atento ao assunto que está sendo explanado pelo colega, veja o que pode ser extraído para enriquecer a sua fala. Quem está apresentado deve ficar um passo à frente dos demais e ao concluir seu conteúdo, evite o vicio que a maioria tem tipo, “agora fulano vai falar sobre...” volte ao grupo sem conversas paralelas em respeito ao colega e aos demais presentes. Para quem vai dar continuidade à apresentação, em momento algum deve usar expressões do tipo: “pegando o gancho do fulano”, ou então: “ agora vou falar sobre tal assunto”, ou pior : “na minha parte...”O roteiro do conteúdo, a metodologia utilizada, os pontos positivos e negativos da pesquisa, os nomes dos componentes da equipe (na ordem em que irão se apresentar), deve ser feito no inicio da apresentação por um dos integrantes. Inicie a apresentação com uma pergunta que instigue os espectadores a refletir sobre o assunto. Pergunta essa que possa ser respondida por você ou um dos membros do grupo, lógico. Destaque a importância do tema ou assunto em questão e tente relacionar o tema com o passado, presente e futuro ou se possível com algum fato histórico. Mesmo durante a explanação lance perguntas a ser respondidas durante a sua apresentação, esta técnica vai manter o público e o professor atento, além de demonstrar conhecimento e domínio do conteúdo. Durante a exposição o acadêmico deve manter o foco no roteiro estabelecido sem perder o controle do tempo cronológico. A exposição de um determinado assunto requer, além de bons exemplos como forma de contextualização, uma harmonia entre o pensar, falar e gesticular.O ideal é fazer uma rápida introdução explanando sobre a importância do que será apresentado. Enriqueça sua apresentação contextualizando e exemplificando, e se possível, fazendo um paralelo com fatos e acontecimentos que prendam a atenção dos ouvintes. No que diz respeito à apresentação como um todo, procure dividir o espaço do tempo em uma média de 15% para a introdução, 75% para o desenvolvimento e 10% para a conclusão. Lembrando de ser breve na conclusão, afinal, o assunto já foi detalhado no desenvolvimento.Nunca tente apresentar um trabalho sem o conhecimento prévio para não correr o risco de prejudicar você e sua equipe em caso de trabalho em grupo. Tentar responder a uma pergunta ou falar de algo que desconhece em sala de aula é compreensível, aceitável e necessário para o desenvolvimento do conhecimento acadêmico, mas em se tratando de avaliações, esteja preparado.Ao apresentar um trabalho acadêmico, lembre-se de que você e sua equipe serão avaliados principalmente pelo grau de conhecimento, domínio do conteúdo, criatividade na forma de apresentação, uso do tempo disponível, os métodos utilizados na coleta dos dados, organização e integração do grupo, capacidade de trabalhar em equipe, capacidade de análise crítica sobre o tema proposto, etc. E não pela eloqüência das palavras, beleza das roupas, ornamentos ou quantidade de slides. Durante a apresentação, procure demonstrar conhecimento sem “estrelismo”, apresentando os dados e os raciocínios com coerência e sensatez.Alguns cuidados, além dos já mencionados, são importantes para uma apresentação eficiente. Sua voz deve ser ouvida por todos da sala. Para isso, alterne o volume da voz e a velocidade da fala para manter um ritmo audível; transmita simpatia ao falar e procure olhar para todos os presentes da sala, mesmo em caso de defesa de monografia que seja aberta ao público. Mantenha postura e voz os mais naturais possíveisPara quem conhece o assunto, a temática, soube fazer uma análise do diagnóstico obtido através da pesquisa e preparou com cautela sua apresentação, tem a oportunidade de mostrar os conhecimentos adquiridos e expor suas idéias. Todo este trabalho demonstra o domínio e grau de conhecimento que o acadêmico detém a respeito do que pesquisou. No final, ao se deparar com as argüições feitas pelo professor (ou banca avaliadora) ou colegas de sala, o acadêmico deve concentrar-se nas questões, procurando agrupá-las logicamente para simplificar as respostas, não desconsiderando a clareza e objetividade. De forma alguma deve o aluno interpretar as observações, críticas ou sugestões como algo pessoal. Deve sim, justificar suas escolhas, explicar pontos duvidosos ou omissos na apresentação, defendendo sua posição diante do que foi apresentado. Aceitar as críticas e opiniões contrárias faz parte do crescimento e desenvolvimento pessoal e profissional.No caso da apresentação e defesa não ter sido uma das melhores, em hipótese alguma tente justificar os motivos dos erros ou das falhas jogando culpa em equipamentos, pessoas ou fenômenos naturais, isto, é confirmar ao professor e aos colegas que sua equipe não foi competente suficiente para tal tarefa. Ao concluir sua apresentação fale da sua satisfação em ter pesquisado sobre o assunto, e pelo grau de importância do mesmo, incentive os colegas a se aprofundarem sobre a matéria. E como manda as boas regras da educação urbana, agradeça ao professor pela oportunidade de expor tal conteúdo e a atenção dos ouvintes.O uso de recursos audiovisuais na sala de aula Sem dúvida que a utilização de recursos didáticos como slides em Power Point ou retroprojetor são de grande valia na apresentação pessoal. A tecnologia deve ser utilizada como uma ferramenta facilitadora em qualquer atividade laboral. No entanto, não podemos nos tornar totalmente dependentes dela. Tenho observado que atualmente, há uma supervalorização, não só por discentes, mas também por docentes, do uso destes recursos. Alunos e professores tornando-se escravos da tecnologia. O recurso conhecido data-show (projetor multimídia) está sendo utilizado por muitos acadêmicos, apenas como instrumento para leitura integral na apresentação de trabalhos acadêmicos, do tema à conclusão.Apresentar um trabalho acadêmico fazendo apenas a leitura do que está escrito nos slides, não demonstra a capacidade nem o grau de conhecimento por parte de quem apresenta. Dessa forma, qualquer indivíduo alfabetizado, mesmo sem conhecer o assunto, poderá estar apto a apresentar um trabalho acadêmico. Não se trata de eliminar a utilização do data-show, mas compreender que este é apenas uma ferramenta para facilitar a apresentação de seu conhecimento.A preocupação quanto à defesa de trabalhos acadêmicos tem girado em torno da utilização cada vez maior de slides com excessos de efeitos visuais, assim como, com a preocupação com a embalagem pessoal (roupa). Particularmente defendo a idéia de que a embalagem é o vendedor silencioso de qualquer produto. No meu livro Marketing Pessoal - Atitudes e comportamentos na construção da marca pessoal (2007), afirmo que uma boa apresentação conta muito, mas não é o suficiente. Nesse aspecto, roupas e acessórios adequados podem fazer toda a diferença. Veja no próximo capítulo.

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