O estudo destas ciências comporta duas partes: 1 – Estudo de dados materiais, de fatos, de observações, de experiências. 2 – O estudo de esquemas, fórmulas e problemas. Para o estudo de dados materiais e dos fatos aplicará, exatamente, os mesmos métodos que adotamos para a geografia e a história. Para o estudo dos esquemas e fórmulas, aconselho a memorização direta, de preferência a qualquer método mnemotecnico. Para tanto, seguirá o processo “Impressão-Associação-Repetição”. Constituirá para si um caderno de esquemas e formulas que aprenderá, fazendo revisões pelo método “cumulativo-repetitivo”. Como em matemática, o êxito dos problemas de física e química depende estritamente do conhecimento profundo das fórmulas. O que aprendeu em matemática é portanto aplicável aqui. COMO ESTUDAR AS CIENCIAS NATURAIS Além do método geral de estudo, que aprendeu ate aqui você aprenderá as ciências naturais com a ajuda dos meios seguintes: » Quadros sinópticos a fim de ter uma imprescindível visão de conjunto e fixar as sub-divisões. » Elaboração de esquemas simplificados. » Concatenações, para fixar os nomes dos gêneros, das espécies, das família, etc.. » Método cumulativo-repetitivo para reter os quadros sinópticos, os esquemas e as concatenações. Para facilitar a aplicação deste método, fará, bem entendido, um caderno especial no qual consignará todos os elementos a fixar: quadros sinópticos, esquemas e concatenações. Eis um exemplo:Em botânica, distingue-se a forma das folhas segundo o tipo do limbo: » Folha inteira » Folha dentada » Folha lobulada » Folha cordiforme » Folha sagitada » Folha linear » Folha seca » Folha composta » Folha lanceolada Surge a seguinte frase: Entre as FOLHAS, indo de flor em flor, corria, saltava, e vi o lírio seco com lástima. Seria possível, como se compreende, construir outras frases com um pouco de imaginação, que se adaptasse ao que queríamos fixar. Terá que recorrer ao dicionário, se tiver dificuldade procurando palavras com as letras iniciais pretendidas. Poderíamos ainda estudar agrupamentos, a reter, formados pelas duas primeiras letras de cada palavra. Assim, ordenadamente: IN – DE – LO – CO – AS – LI – SE – CO – LA Abstraindo a ordem – porque, se a pretendêssemos considerar, poderíamos fixar 2 palavras sem sentido. INDELOCO SALISECOLA Em vez das 9 palavras interessadas – poderíamos tomar agrupamentos com significado (parcial ou total) e mais facilmente flexíveis:As cadeias podem ser “estúpidas”, mas elas permitem-lhe fixar sem esforço as listas. É fácil fazer, por si mesmo cadeias deste gênero. EXERCICIO Nº 46 Pegue um manual de Ciências naturais ou um dicionário enciclopédico e escolha uma lição que comporte enumerações ou classificações. Estude-a, aplicando os princípios preconizados. EXERCICIO Nº 47 Eis um exercício para a memória visual. Veja as “Atualidades” da TV ou cinema, duas horas depois, anote em uma folha a lista de todas as imagens que possa evocar claramente no seu pensamento. COMO RETER UMA POESIA, UM PAPEL, UM MONÓLOGO Bergon descreve da seguinte forma o funcionamento da memória mecânica: “Estudar uma lição”, diz ele, “para a aprender de cor, é repeti-la de tal modo que as palavras se liguem cada vez melhor e acabem por se organizar em conjunto. Quando a lição for recitada, um impulso inicial desencadeará o mecanismo”. Quando se aprende uma poesia acontece, freqüentemente, que se fixam mais facilmente estrofes ou grupos de versos graças ao ritmo e as rimas. Mas também acontece que se para entre duas estrofes porque não existe seqüência lógica entre elas. Ou, então, se não há estrofes, para-se logo que o autor, em um dado local, muda o assunto, o sentido ou a idéia. É isto, exatamente, que torna um texto mais difícil que outro.Eis um sistema muito eficaz para remediar estas “falhas” e que é empregado por inúmeros atores quando tem que aprender uma longa tirada ou extenso monólogo. Já eu, geralmente, é a ausência de ligação lógica entre as duas passagens que provoca a “falha” de memória, vai muito simplesmente estabelecer, você mesmo, uma ligação artificial entre as palavras onde se perde o encadeamento. Esta ligação será ou não lógica, poderá ser mesmo como sabemos absurda. Tomemos, por exemplo, o poema de Victor Hugo “Espetáculo Tranqüilizador”. Este poema é de difícil retenção porque se trata de uma descrição que poderia ser apresentada em uma ordem diferente. Não existe qualquer encadeamento lógico entre as estrofes. Mesmo conhecendo cada estrofe de cor, correrá sempre o risco de estacar entre elas. Eis como encontrar, sem dificuldade, o encadeamento destas. Segue o poema: ESPETÁCULO TRANQUILIZADOR I Tudo é luz, tudo é alegria A diligente aranha Liga às tulipas de seda As suas redondas teias prateadas II A trêmula libélula Mira o redondo dos seus olhos No lago esplêndido onde pulula Todo um mundo misterioso III Nos bosques, onde todo o barulho se desvanece, O medroso corçozinho brinca, sonhando. Nos verdes tufos de musgo Luz o escaravelho resplandecente IV O goivo com a abelha Brincalhona roçando o velho muro O quente raio alegremente desperta Remexido pelo germe obscuro V Tudo vive e se dispõe com graça O raio sobre o céu aberto A sombra fugidia a água que passa O céu azul sobre a colinha verde VI A planície brilha feliz e pura O bosque palra, a era floresce O Homem nada receia: a natureza, Conhece o grande segre e sorri. Victor Hugo No final da primeira estrofe esta a palavra: “prateadas”. É preciso que esta palavra o conduza a “A trêmula libélula”. Para tal, estabeleça uma ligação entre as duas palavras. Por exemplo, pensemos que a prata é um metal, que o metal é frio, que o frio provoca tremuras. Prata – Metal – Frio – Tremuras. Prossigamos: Entre as estrofes II e III: “misterioso”.... “Nos bosques”. O que é “misterioso” está escondido.... e onde se esconder melhor que nos “bosques”? “Escondido” fornece-lhe uma ligação lógica entre as duas estrofes. Entre as estrofes III e IV: “o escavelho resplandecente”... “O goivo”. Mas há também ouro menos “resplandecente”, porque é vegetal, e esse é o do “goivo”. Entre as estrofes IV e V: o “germe obscuro” contém “vida” (porque remexe o raio). “Germe obscuro” – “vida” – “tudo vive”. Entre as estrofes V e VI: a “colina verde” “desce”; e desce em que direção? Na direção da planície. São necessário apenas alguns segundo para estabelecer elos de ligação deste tipo e isso lhe evitará, radicalmente, as “falhas” entre duas estrofes, ou entre dois parágrafos, ou entre duas frases de um texto em prosa.Como sempre, para se recordar corretamente das “ligações” é preciso representá-las, para si mesmo, em pensamento de uma maneira bem figurada. EXERCICIO Nº 48 Aprenda as duas primeiras estrofes da poesia de Victor Hugo “Espetáculo Tranqüilizador”. AS ARTICULAÇÕES NUMÉRICAS – Parte 1 Você vai aprender agora um método mnemotecnico de aplicação extremamente vasta: o método das articulações numéricas. Estudaremos este sistema progressivamente, a fim de o fazer assimilar sem esforço excessivo e, sobretudo, de modo a familiarizar-se completamente com este método. Para ter o maior resultado possível com este método é necessário que consiga “brincar” com as equivalências “algarismos-articulações” e que traduza, instantaneamente, os algarismos em sons e as letras em algarismos. NÃO TENHA MEDO, verá que é muito simples e útil. AS ARTICULAÇÕES NUMÉRICAS O principio é o seguinte: É evidente que é mais fácil fixar palavras que tenham um significado que números ou palavras abstratas. Este método consiste portanto em representar os números em palavras, desta forma: Cada um dos 10 algarismos de 0 a 9 terá consoantes que o representam. Com a ajuda destas consoantes pode-se pois traduzir um numero em uma palavra. As vogais, o “h” mudo e os sons nasais, on, na, em, etc., não tem tradução ou representação. Exemplo: 4 = r 5 = l 54 é igual a l-r ou seja, “ler” ou “lar”. 45 é r-l ou seja “rol” ou “ralo”. 454 é r-l-r ou seja “reler”, por exemplo.Se você necessitar recordar que determinado assunto se encontra na pagina 454 da sua enciclopédia é muito mais fácil lembrar da palavra “reles” associando com o assunto em questão. Segue a lista das consoantes correspondentes aos dez algarismos, mas antes chamaremos as consoantes de “articulações”, porque são os sons que contam e não a própria ortografia, exemplo “g” em Jorge terá o mesmo valor que “j” porque tem o mesmo som. Eis a lista: 0 = s, z, ç, c (quando se pronuncia “ç”), ss 1 = t, d 2 = n, nh 3 = m 4 = r 5 = l, lh 6 = j, g (quando se pronuncia “j”), ch 7 = q, c (quando se pronuncia “k”), g (com pronuncia “gue”), gu, k. 8 = f, v 9 = p, b Vamos aprender neste tutorial apenas os quatro primeiros números: 0 = s, z, ç, c (quando se pronuncia “ç”), ss 1 = t, d 2 = n, nh 3 = m Eis como Aimé Paris, criador do sistema, o ajuda a fixar a articulação principal que corresponde a cada algarismo: c – pouco lhe falta para ter a forma de um zero s – assemelha-se a dois zeros sobrepostos z – é a letra inicial do “zero” t,d – tem apenas uma haste e são dentais n – tem duas hastes m – tem três hastes É absurdo mas é eficaz. Nos exercícios vamos aprender a manejar estar articulações e a sua transcrição. Exemplo: Data = d – t = 11 Dominó = d – m – n = 132 Inversamente: 20 = n – s = noz, nós, nice, etc. EXERCICIO Nº 49 Aprenda as duas estrofes seguintes do “Espetáculo Tranqüilizador” de Victor Hugo que aprendemos no tutorial anterior. EXERCICIO Nº 50 Escreva a respectiva tradução em algarismos ou números:AS ARTICULAÇÕES NUMÉRICAS – Parte 2 Vamos começar fazendo um exercício: EXERCICIO Nº 51 Encontre varias palavras para traduzir os números abaixo indicados:
Vamos agora aprender 3 novos números com as respectivas articulações: 4 = r 5 = l, lh 6 = j, g (quando se pronuncia “j”), ch E eis também o conselho de Aimé Paris para os fixar: r – assemelha-se a quatro em letra impressa. l – representa o 5 porque L representa 50 em numeração romana; j – manuscrito, tem uma curva como um “seis”. Mas o melhor para os fixar são os exercícios de aplicação: RESOLUÇÃO DO EXERCICIO Nº 50 Lembre-se que é o som que importa.
Vamos agora fazer alguns exercícios: EXERCICIO Nº 52 Traduza em números:EXERCICIO Nº 53 Encontre, pelo menos cinco palavras para traduzir cada um dos números seguintes:
EXERCICIO Nº 54 Aprenda as duas ultimas estrofes do poema “Espetáculo Tranqüilizador” de Victor Hugo. AS ARTICULAÇÕES NUMÉRICAS – Parte 3 Vamos agora aprender os três últimos números: 7 = q, c (quando se pronuncia “k”), g (com pronuncia “gue”), gu, k. 8 = f, v 9 = p, b E o truque aconselhado por Aimé Paris: k – assemelha-se a um sete ou ka-sete, cacete. f – manuscrito, tem dois anéis o oito p – assemelha-se a um 9 voltado ao contrario e do avesso. Para fixar o conjunto das 10 articulações, Aimé Paris dá-nos alguns versos de sua concepção, cujo original apresentamos: “Sot, Tu Nous Ments,” “Rends Lês Chants” “Que Fit Pan.” Onde reencontra, em maiúsculas, as 10 articulações, por ordem. Mas com certeza, você já sabe as 7 primeiras e resta-nos apenas fazer exercícios com as três ultimas. ATENÇÃO: Na formação das palavras ou frases mnemotecnicas, há que notar que as vogais colocadas no começo de uma palavra podem facilitar a respectiva transcrição, já que por convenção não tem articulação numérica. Por exemplo: 15 pode ser não somente “telha” ou “dela”, mas também “otelo”, ou “ideal” ou “Itália”. Do mesmo modo, o zero, que se traduz por “s” ou “z”, poderá ocasionar que 51 não se traduza somente por “leite”, por exemplo, mas também por sólido 051 ou “solda” 051. RESOLUÇÃO DO EXERCICIO Nº 51 Encontre varias palavras para traduzir os números abaixo indicados:Vamos a mais alguns exercícios: EXERCICIO Nº 55 Traduza em números:
EXERCICIO Nº 56 COMO FIXAR DATAS EM HISTÓRIA Vamos primeiramente corrigir os exercícios do tutorial anterior: RESOLUÇÃO DO EXERCICIO Nº 55 Traduza em números:
RESOLUÇÃO DO EXERCICIO Nº 56 Encontre, pelo menos sete palavras para traduzir cada um dos números seguintes:Curso de Memorização
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É muito fácil fixar numerosas datas transcrevendo-as em articulações. Será suficiente transcrever os três últimos algarismos de uma data, porque sabe-se normalmente se o acontecimento ocorreu antes ou depois de Jesus Cristo. Segue-se os exemplos: - Fundação de Roma: 752 A. C.. 752 = k – l – n, o que sugere a palavra “colina”, donde a frase: “Roma foi fundada entre 7 colinas”. - Batalha de Poitiers: Em Poitiers, Carlos Martel expulsou os sarracenos das comunas francesas (732). - Carlos Magno é sagrado... que magnificência (800). - Batalha de Crécy: Filipe IV perde Crécy; os ingleses prosseguem a sua marcha (1346). - Depois da morte de Joana d’ Arc, a situação da França parecia sem remédio (1431). - Por todos os protestantes, o Édito de Nantes foi uma lei bem vista (1598). Desta forma você pode sem dificuldade encontrar frases deste gênero para todas as datas históricas que deseje reter. PARA FIXAR AS DATAS COMPLEXAS Em geral, para se fixar datas basta reter os 2 últimos algarismos, visto que o século é normalmente conhecido. Mas há acontecimentos na História de Portugal (por exemplo), como a Reconquista da Independência, de que, obrigatoriamente, se deve fixar a data precisa: o dia, o mês e o ano. Para estas datas seguiremos a ordem seguinte: » No fim da frase colocaremos, como usualmente, as articulações numéricas que correspondem ao ano; » No começo da frase, as 3 primeiras articulações nos indicarão o dia e o mês. Se o dia comportar um único algarismo colocaremos em primeira articulação o som S ou Z, traduzidos por zero.Quanto aos meses, serão traduzidos pelo código seguinte: » Janeiro = 1 = t com exclusão do “d”, reservado para Dezembro. » Fevereiro = 2 = n » Março = 3 = m » Abril = 5 = l » Junho = 6 = j, ch » Julho = 7 = k, c (duro, com pronuncia de “q”) » Agosto = 8 = f (com exclusão do “v”, reservado para Novembro). » Setembro = 9 = p, b » Outubro = 10 = 0 = s, z » Novembro = v » Dezembro = d Exemplos: 20 de junho = n s j 05 de maio = s l l 1 de dezembro de 1640 – Reconquista da independência: no começo da frase aparecerá “t d” e no fim “r s”. Poderíamos formar esta frase mnemônica: Todos os portugueses, nesse dia, aclamaram os heróis. EXERCICIO Nº 57 Encontre frases mnemotécnicas baseadas nas articulações numéricas para fixar as datas seguintes da História do Brasil e Universal: 1500 – Pedro Álvares Cabral descobre o Brasil. 1822 – Independência do Brasil. 1888 – Abolição da Escravatura. 1914 – 1ª Guerra Mundial.1932 – Revolução Constitucionalista. 1939 – 2ª Guerra Mundial. 1961 – Gagarin e Shepard fazem as sua primeiras viagens no espaço.
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