O desenvolvimento da apresentação deve ser feito
de forma clara e objetiva de modo que o orador se faça
entender pelo público.
Este é o momento de expor a idéia principal do assunto
em questão. É perfeitamente aceitável e necessário incluir
no núcleo da apresentação algumas passagens históricas,
fatos, datas, citações de personagens de respeito
que evidenciem a comprovação do que esta sendo explanado
tendo sempre o cuidado de deixar os pontos mais
importantes para o final.
O conteúdo do que vai ser apresentado deve superar
as expectativas de quem assiste. As pessoas prestam
atenção se o assunto agradar ou se elas realmente precisarem
do conteúdo, por isso, é importante a atualização
e contextualização do tema com informações atualizadas.
A sintonia com o público se dá através do uso adequado
da linguagem. Usar palavras difíceis, termos técnicos
demais ou jargões desconhecidos tendem a gerar desmotivação.
Mantenha uma boa dose de simplicidade na
fala escolhendo as palavras e frases que sejam de fácil
compreensão para a platéia.
Para isso, é necessário o conhecimento do perfil do
público. O uso de uma linguagem clara e objetiva é resultado de treinamento. Ser artificial ou forjar um personagem
servirá somente dificultar o diálogo e a harmonia
com o público. Portanto, seja você mesmo e fique alerta à
reação da platéia. Se perceber que o público está inquieto
ou desmotivado, faça uma pausa ou aplique alguma
dinâmica que estimule a atenção novamente.
Alguns detalhes são importantes ao falar em público:
•Ao dirigir-se para o palco ou tribuna, deve-se evitar
ficar remexendo papéis, arrumando a gravata e
acessórios, fechando paletó. O bom orador já sobe
à tribuna pronto.
•Jamais peça desculpas por estar resfriado, cansado,
por não ser um bom orador, isso desestimula a
platéia;
•Se pronunciar uma palavra errada, repita-a corretamente;
•Se errar uma data ou trocar um fato, peça desculpas
e faça a correção devida;
•Se perceber que não foi compreendido em alguma
frase, repita-a de forma mais clara;
•Caso não se lembre do tópico seguinte, tente se lembrar
de palavras chaves ou consulte o roteiro. Neste
caso, mesmo o improviso deve ser planejado.
E falando em improviso, este não exige uma fórmula
secreta, pois o próprio nome já diz... Improviso.
Falar de improviso, não significa falar sem conhecer o assunto. Se alguém se atreve a falar em público sem o
mínimo de informações sobre o tema que irá transmitir,
no mínimo, pode ser chamado de irresponsável.
Quem fala sem conhecimento do conteúdo a ser
transmitido coloca em risco sua imagem e reputação. Assim,
se for convidado para falar sobre algo que desconhece
e não há tempo para estudar o assunto, o mais
sensato é recusar o convite.
Da mesma forma, um dos erros mais graves que alguém
pode cometer é o de se achar tão seguro e confiante
ao ponto de negligenciar a preparação previa, passando
a refletir sobre o assunto que irá expor apenas no
momento em que já estiver prestes a entrar em cena. Por
isso, de todos os recursos com os quais poderá contar
para se sair bem numa apresentação os mais importantes
serão sempre o preparo e o domínio do conteúdo.
Nesse ponto, algumas técnicas podem ajudar:
•Sempre que participar de um evento, desenvolva o
hábito de pensar no que você diria sobre o assunto
em questão ou o evento;
•Se alguém está falando, preste atenção para tirar
proveito do que foi mencionado;
•Ao iniciar sua fala, use o próprio evento, os oradores
anteriores, o auditório. Inicie sobre a importância
do tema ou evento o que deu origem e o que se
espera;
•Use a técnica de fazer uma breve análise do tema com relação ao passado, presente e futuro. Como
era? Como está sendo e o que se espera?
•No caso de ser chamado para falar sobre um assunto
que não domina, pode-se usar a técnica do assunto
paralelo seguindo alguns critérios como: Escolher
um assunto paralelo que esteja relacionado
com o requisitado, que seja conhecido e que desperte
interesse pelo público;
•É importante lembrar que o ato de improvisar está
nas palavras, mas a idéia central não deve ser improvisada;
· Ao falar de improviso, seja breve.
O discurso deve ser visto como um plano de viagem,
em que se deve ter a consciência do destino: para onde
quer ir, qual o tempo e os recursos disponíveis e os lugares
por onde vai passar.
Uma boa apresentação evita objeções do público.
Deve-se evitar ser prolixo (muito longo) e ficar recapitulando
passagens anteriores da fala, principalmente se o
tempo for curto. Caso suja perguntas ainda no desenvolvimento,
você pode sem problema sugerir que as pessoas
as façam no término da apresentação de forma direta
ou por escrito.
Voz - A voz é conhecida como o espelho da personalidade
que, associada aos gestos e expressões do corpo,
compõem um excelente instrumento de comunicação. O
tom em que falamos é a embalagem da palavra. É ele que cria a atmosfera propicia ao entendimento, dele depende
se o interlocutor nos ouve e se acredita no que é falado.
Os meios de eloqüência na oratória podem, em algumas
situações, ser condenáveis, pois, meias verdades,
quando bem embaladas, facilmente serão tomadas como
realidade. Por isso, a importância de não aceitarmos cegamente
tudo que está sendo exposto somente pela beleza
da eloqüência.
Ainda quanto à voz, esta deve ser adaptada a cada
situação e a mensagem que se pretende emitir. Em uma
apresentação em público, identifique o momento que
requer maior ou menor grau de intensidade e entonação
da voz. Isso ajuda a manter o público atento e cria destaque
em alguns pontos do assunto.
Deixar de ser ouvido devido ao baixo volume da voz
não é bom. Entretanto, não faça como alguns políticos
que ao discursar agem como se o microfone estivesse no
volume mínimo ou pensam que o público é surdo e ao
invés de falar, gritam causando irritação. Isso é pura negligencia.
Para evitar tal gafe, faça uma avaliação do ambiente,
da acústica do som e da distância em que vão ficar
os ouvintes. Lembrem-se as pessoas estão ali para ouvilo
e não para serem agredidas sonoramente.
Você já esteve em alguma palestra em que a voz do
apresentador é um verdadeiro sonífero? Tanto a lentidão
como a rapidez em excesso pode ser prejudicial. O correto
é equilibrar o tom de voz de acordo com o público e a
situação. Este equilíbrio gera uma excelente comunica ção. Se você fala devagar aprenda a usar os recursos mais
eficientes para tornar a fala mais lenta em um estilo positivo.
Após as pausas prolongadas, inicie a frase seguinte
falando com mais ênfase, energia e disposição. Cuidado,
quem fala devagar demais acaba desenvolvendo o hábito
de preencher as pausas com os hããã, ééé, e iii;
As pausas são importantes para dar ênfase no assunto
exposto, levando o público à reflexão. Faça com que
sua voz penetre na mente e no coração dos ouvintes, através
de uma apresentação mais natural possível, pronunciando
bem as palavras e adequando a intensidade da
pronúncia a um vocabulário correto e apropriado. Ao falar,
faça as pausas necessárias de forma que mantenha ar
nos pulmões para a continuidade.
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