"Você é o que você come" faz parte do senso comum e é tão verdadeiro para o seu gato quanto para você.
Dê ao seu gato uma alimentação de qualidade e você provavelmente terá um gato saudável.
O setor de alimentos para animais de estimação é um grande negócio - e com razão. Há mais de 100
milhões de cães e gatos vivendo em lares americanos, e mais outro número que só Deus sabe em abrigos e
canis em todo o país. Além do mais, há milhares de pessoas que alimentam cães e gatos de rua. Se
imaginarmos que um só gato pode consumir 45 Kg ou mais de ração em um ano, estamos falando de
centenas de milhões de dólares gastos anualmente, apenas para alimentar o animalzinho.
A exemplo dos alimentos humanos, há algumas guloseimas felinas que são boas para os gatos e outras
coisas que não passam de alimentos calóricos, sem valor nutritivo. Um item da lista dos alimentos não muito
saudáveis consumido de vez em quando não causa nenhum dano permanente, mas não permita que isso se
torne parte da alimentação regular do animal.
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A segurança é um problema para os gatos soltos, que vão às ruas
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Os gatos podem ser vegetarianos?
Os ancestrais selvagens do gato doméstico moderno eram predadores - um instinto que o seu gato ainda
tem. Se o Mimi lhe traz presentes como camundongos ou pássaros mortos ou se ele brinca com um pedaço
de gaze, ele está expressando um impulso natural e forte de perseguir e matar a presa. Se você duvida que
o seu gato é um carnívoro (e predador) nato, basta dar uma boa olhada nos dentes do bichinho na próxima
vez que ele bocejar. As presas não são para comer brotos de alfafa.
A verdade é que o gato é carnívoro, ele não sobrevive como vegetariano. Há certos nutrientes encontrados
apenas em proteínas animais e o seu gato precisa delas. Um desses nutrientes é um aminoácido chamado
taurina. Sem taurina, os gatos ficam cegos e acabam com o coração aumentado, que provavelmente os
matará antes da hora. E, ao contrário dos cães, os gatos precisam de uma fonte diária de vitamina A e um
ácido graxo chamado ácido araquidônico, encontrado apenas em tecido animal. É por isso que nunca
devemos dar aos gatos ração para cães. A ração para cães não tem a quantidade suficiente dos nutrientes
certos para gatos. Por quilo, pode ser menos oneroso dar ração de cães aos gatos, mas isso custaria a
saúde do animal, a visão ou, até mesmo, a vida.
Obviamente, isso não significa que você deve dar ao seu gato carne crua ou deixá-lo dependente da caça
como única fonte de alimento. Há centenas de anos os gatos deixaram de viver na selva; por isso, suas
habilidades de caçador estão bem enferrujadas. Além disso, gatos que caçam ou comem carne crua ou mal
cozida podem contrair várias doenças - até mesmo algumas que podem ser transmitidas ao homem.
Comer as margaridas
Se for verde e nascer da terra, é bem provável que os gatos tentarão comê-la. Essa distorção vegetariana na
personalidade carnívora do gato é preocupante se as plantas em questão forem plantas de estimação - ou,
ainda pior, se elas forem venenosas para o gato.
Muitos donos de gatos consideram o fato deles ingerirem plantas como um problema de comportamento - e
será se o animal ingerir plantas que não queremos. Algumas pessoas acham que o gato que ingere plantas
não está consumindo os tipos certos de alimentos. Elas têm razão - mas apenas no sentido de que o que o
gato mais precisa em sua alimentação é de...plantas.
Os especialistas têm alguns comentários a fazer sobre o motivo dos gatos comerem plantas. Pode ser para
obter alguns nutrientes essenciais, para ajudar a digestão ou como emético para expelir pela boca pêlos ou
outros itens não alimentícios ingeridos pelo animal. Não importa o motivo, ingerir vegetação é um
comportamento instintivo em gatos; não é possível impedi-lo. Por isso, a melhor coisa a fazer é aprender a
conviver com esse comportamento.
Plante um "jardim felino" - podemos encontrar kits semiprontos em pet shops e catálogos, mas uma opção
mais econômica é fazermos tudo sozinhos. Se você for habilidoso, poderá construir um recipiente bonito com
madeira ou usar algum outro disponível. Não importa o que você faça, plante o jardim do gato em um
recipiente que não vire nem se mova com facilidade. Tudo que você precisa é apenas quatro ou cinco
polegadas de terra vegetal e algumas sementes. Boas opções são grama ou Nepeta cataria (popularmente
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O seu gato precisa de nutrição adequada tanto quanto você
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conhecida como erva-de-gato ou maconha de gato). Talvez seja bom deixar o jardim longe dos gatos
enquanto a "plantação" estiver crescendo, mas assim que os brotos alcançarem alguns centímetros de altura,
deixe que os bichanos comam as plantas à vontade.
Deixe as suas plantas decorativas longe do alcance dos gatos - os gatos têm habilidade incrível para
escalar e saltar. Por isso, colocar as plantas em prateleiras ou suportes provavelmente não resolverá muito.
Consolos de lareiras e parapeitos de janelas são locais fáceis para acrobatas felinos aterrissarem.
Dependure plantas no teto, coloque-as atrás de barreiras à prova de gatos (em um jardim de inverno fechado
com portas de vidro, por exemplo) ou em localizações que o gato não possa alcançar mesmo se saltar,
escalar ou rastejar.
Proteja as suas plantas - se não for possível tirá-las do alcance do gato, tente criar um escudo protetor ao
redor delas. Colocar tela, identificadores de plantas ou mesmo naftalina no solo ao redor da planta pode
protegê-la de patas curiosas, mas essas barreiras não têm uma aparência muito agradável. Tente colocar um
pouco de barba-de-velho em torno da base da planta. Às vezes, pulverizar angostura nas folhas impede o
gato de mastigá-las. Outras vezes, contudo, colocar uma substância de gosto ruim na planta prejudica mais a
planta do que os dentes do gato.
Petiscos para o gato e "comida de gente"
Um gato bem alimentado, assim como o homem, não precisa de petiscos entre as refeições. Petiscos muito
freqüentes causarão o mesmo efeito no gato que causam em nós: ganho de peso indesejado e dieta não
balanceada.
Obviamente, é difícil resistir à tentação de dar ao bichano uma guloseima vez ou outra - e não há problema
nenhum em ceder a essa tentação, desde que haja um período de tempo suficientemente longo entre uma
vez ou outra. Essa freqüência depende do gato e do tipo de guloseima que você lhe dá. Se o gato ingere a
quantidade recomendada de ração de qualidade diariamente e não está acima do peso, então você
provavelmente não lhe dá guloseimas em excesso. Se, por outro lado, o gato come alimentos saborosos,
mas não muito nutritivos e está mais gordo ou recusa o jantar, é hora de mudar a estratégia.
Guloseimas industrializadas para gatos costumam não ter grande valor nutritivo. Seu principal objetivo é o
mesmo das guloseimas para o homem: ser saborosas - muito saborosas - e mais nada. Guloseimas para
gatos classificadas como "gourmet" costumam ter menos corantes e substâncias artificiais, mas mesmo
assim não devem ser dadas ao bichano como parte regular de sua dieta. A vantagem das guloseimas
"gourmet" é o custo: elas têm preço tão elevado que os donos de gatos não exageram na quantidade dada
aos bichanos!
Uma pergunta feita aos veterinários o tempo todo é: "Posso dar comida de gente ao meu gato?" Há muito
pouco do cardápio que as pessoas comem que os gatos não deveriam comer (ou não comem); portanto, isso
não é realmente um problema (os donos de gatos devem tomar cuidado ao alimentá-los com laticínios.
Embora os gatos adorem os derivados do leite, muitos não digerem muito bem e ficam nauseados). Mais
uma vez, a questão é o equilíbrio nutricional. A exemplo do que acontece com a comida feita em casa,
alimentar o gato com sobras de refeições ou usá-las para lanches não dá ao animal a quantidade certa dos
nutrientes.
Porém, comida de gente pode ser um dos lanches mais saudáveis para gatos. Se você der ao bichano ovos
mexidos ou um pouco de macarrão, ao menos você sabe o que esses alimentos contêm. E você ficará
surpreso com o que o gato come. Os donos de gatos contam que seu animal de estimação pede petiscos
previsíveis como peixe e frango, bem como imprevisíveis, entre os quais tomates e melão.
Água, água e mais água
O gato precisa de cerca de 60 ml de água por quilo de peso corporal diariamente. Esse volume não parece
grande, mas está correto: um gato de porte médio precisa de dois litros de água toda semana.
Obviamente, os gatos obtêm a água necessária bebendo-a. Mas há outra fonte de água importante para os
bichanos: o alimento que eles consomem. Quanto mais água houver nos alimentos dos gatos, menos ele
precisa beber. Comida enlatada para gatos é mais cara porque você compra água junto com o alimento (até
75% da ração úmida é composta por água) e paga mais pela embalagem. A ração seca tem muito menos
água (talvez 10% do peso), o que significa que o gato cuja dieta consiste em apenas ração seca tem que
beber muito mais água.
A desidratação (quantidade insuficiente de água no organismo) é um problema grave para qualquer ser vivo,
e os gatos são particularmente propensos a ela. O gato pode passar dias sem alimentação, perder até 40%
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do peso corporal e ainda assim sobreviver. Mas uma perda de água corporal de apenas 10 a 15% pode
matá-lo. Outros líquidos - por exemplo, o leite, se não provocar náusea no bichano - são ótima fonte de água,
mas nada é melhor do que a própria água. Verifique se o gato tem bastante água limpa e fresca disponível o
tempo todo.
Na próxima seção, concluiremos nossa análise de alimentos para gatos com informações sobre alimentos
industrializados e alimentos caseiros.
Alimentos industrializados e alimentos caseiros para gatos
A melhor coisa a respeito de uma refeição caseira é que você decide o que ela contém. Se você é do tipo
que gosta de carne e batatas, então costuma preparar um belo filé minhon acompanhado por uma safra de
bons vinhos tintos. Por outro lado, se você prefere saladas, poderá apanhar o jantar fresquinho na horta. Está
tentado reduzir o sal e o colesterol? Quando você cozinha, a decisão é sua.
Porém, a menos que você seja nutricionista, cabe aos especialistas
- os grandes fabricantes de alimentos para animais de estimação -
preparar a principal porção da dieta do seu bichano. É complicado
saber as quantidades certas e balancear os alimentos. A maioria
dos alimentos pode ser agrupada em uma ou mais de três
categorias de nutrição: proteínas, gorduras e carboidratos. Vários
animais (entre os quais o homem) precisam de porções distintas de
proteínas, gorduras e carboidratos na dieta (essa é outra razão pela
qual alimentos para cães não são bons para gatos - cães e gatos
precisam de porcentagens diferentes de gorduras e proteínas para
manterem a saúde). Além disso, essas necessidades mudam no
decorrer da vida do animal. O filhote tem necessidades nutricionais
distintas do gato adulto, e ambos têm necessidades distintas de um
gato velho. A maioria dos fabricantes de alimentos para animais de
estimação têm fórmulas especiais para os vários níveis de atividade
e faixas etárias e há uma linha completa de dietas de prescrição
para gatos com diversos problemas de saúde.
Todos nós já vimos um gato vir correndo ao som de um abridor de
lata - não há dúvida de que o bichano adora comida enlatada. Mas
será que os alimentos enlatados para gatos são melhores do que
alimentos secos? Não necessariamente. Cada tipo de alimento tem vantagens e desvantagens. O fator mais
importante é se o alimento atende às necessidades nutricionais de seu gato. Obviamente, o seu orçamento e
a preferência do bichano também influenciam no tipo de alimento escolhido. Os alimentos industrializados
para gatos apresentam-se em três formas gerais:
Alimentos secos para gatos são também denominados "ração" - é exatamente o que o nome
indica: bolinhas ou grãos crocantes de alimentos. Alimentos secos para animais de estimação
podem ser armazenados por muito tempo (em uma lata à prova de roedores, se você tiver
problemas com camundongos em casa), não têm cheiro e os pacotes podem ser mantidos à
temperatura ambiente durante várias semanas sem estragar.
Alimentos enlatados ou "úmidos" para gatos têm uma vida de prateleira razoavelmente longa se a
embalagem não for violada - contudo, depois de aberta a lata, o alimento não dura muito tempo.
Alimentos úmidos para gatos têm um odor pungente e costumam ser difíceis de manusear. Se
você dá esse tipo de alimento ao seu gato, o que sobrar deve ser jogado no lixo depois de 15 a 20
minutos - é um meio de cultura para bactérias que podem deixar o gato doente. Sobras de latas
recém-abertas podem ser refrigeradas em recipientes hermeticamente fechados durante um ou
dois dias, no máximo.
Alimentos semi-úmidos para gatos também consistem em grãos, mas não são crocantes como os
alimentos secos - eles costumam ser embalados em latas ou em sacos de alumínio com
capacidade para uma refeição e são altamente industrializados. Alguns desses alimentos têm
formas interessantes e cores distintas. Esses alimentos embalados em recipientes que podem ser
fechados novamente costumam manter a qualidade à temperatura ambiente.
Cada um desses tipos de alimentos têm seus pontos fortes e fracos. Por exemplo, alimentos secos são
convenientes, econômicos e mantêm a qualidade o dia todo. Por outro lado, o modo como alguns dele são
formulados encoraja a formação de cálculos na bexiga. Os ricos aromas dos alimentos enlatados tentam até
mesmo o gato mais exigente, mas a ração crocante ajuda a prevenir a formação da placa bacteriana nos
dentes. Os semi-úmidos combinam a praticidade dos secos com o paladar dos enlatados, mas podem conter
grande teor de corantes e substâncias artificiais.
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No mínimo 26% da dieta de
um gato adulto deve ser composta por proteínas
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Todos os alimentos de marca para gatos cobrem as necessidades nutricionais básicas do animal médio. Mas
se você estiver preocupado com a qualidade geral das caixas, sacos e latas de alimentos para gatos na
seção de produtos para animais de estimação no supermercado de sua cidade, talvez você queira optar por
um dos alimentos de marca especial, geralmente encontrados em lojas de animais de estimação ou em
clínicas veterinárias.
Dar ao gato alimentos industrializados garante o consumo dos nutrientes necessários. Ao mesmo tempo, um
complemento feito em casa para a dieta regular do gato é positivo se você escolher alimentos adequados
para o animal. Não há nada errado em querer tirar o máximo proveito de um frango e cozinhar a moela para
o gato, a menos que isso se torne a parte principal da dieta do bichano. Os miúdos (rins, moela e até mesmo
fígado) são bons para o gato se consumidos com moderação, mas estão vinculados a problemas de saúde
se o animal consumi-los em grande quantidade. Do mesmo modo, todo gato na face da Terra adora leite e
queijo, mas a maioria tem dificuldade em digeri-los.
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