A atividade cerebral, tal como os exercícios musculares, é acompanhada de mudanças e transformações químicas. Bem entendido que as substâncias que satisfazem às necessidades dos músculos não são as mesmas que satisfazem às do cérebro. Numerosas experiências estabeleceram que as células nervosas e cerebrais têm necessidade de cálcio. Um empobrecimento excessivo em cálcio provoca perturbações nervosas que vão do simples nervosismo à insônia e às câimbras. É esse o motivo por que alguns sedativos têm como base o cálcio. Por outro lado, constatou-se que a atividade psíquica se fazia acompanhar de uma perda de ácido fosfórico e de sais de cálcio, nas urinas. É necessário, pois, evidentemente, compensar estas perdas de fósforo e de cálcio, de preferência através da alimentação: o queijo (especialmente as pastas não fermentadas, flamengo, chester) os ovos, o gérmen de trigo, as amêndoas, nozes e avelãs, trazem ao organismo um bom equilibro fósforo-cálcio. Um outro elemento, importante para o bom funcionamento da memória, é o magnésio. É, infelizmente, um elemento que se encontra em quantidades limitadas nos nossos alimentos. Encontra-se, no entanto, no pão integral, no gérmen de trigo, no chocolate, nos legumes verdes e em algumas águas minerais. Uma outra substância que constitui alimento notável do cérebro é o ácido glutâmico. Algumas vezes chamado o ácido da inteligência. No estado natural encontra-se no fígado, no leite e na levedura de cerveja. Finalmente, as vitaminas do grupo B favorecem e facilitam o trabalho intelectual. Podem ser encontradas no iogurte, na
levedura de cerveja, nas avelãs, nas amêndoas e no gérmen de trigo.
Que aplicações práticas iremos tirar de tudo isso?
Por um lado, saberemos que, em caso de trabalho intelectual intenso, temos
vantagem em consumir aqueles alimentos em proporções mais importantes: na sua
maioria são de consumo corrente, portanto fáceis de encontrar; outros, como gérmen de
trigo e a levedura de cerveja, encontram-se principalmente nos estabelecimentos da
especialidade (produtos dietéticos) ou nas farmácias.
Durante os períodos de esforço intelectual intenso, procuraremos ter uma
alimentação rica em proteínas (ovos, carne, fígado*, peixe), muito digestiva (carnes
grelhadas, legumes cozidos), evitando os excessos de gorduras, de farináceos, de
açúcares. Comeremos pouco de cada vez e, portanto, se necessário for, mais
freqüentemente (um iogurte ou um pedaço de queijo, às 11 horas e às 16 - 17 horas, por
exemplo). Com efeito, o estômago sobrecarregado amortece as funções cerebrais.
(*) A este propósito não julgue que o fígado de vitela, muito caro, é o único que tem
qualidades: também o fígado de porco ou o de bezerro são de uma grande riqueza e
proteínas, vitaminas, ácido glutâmico, etc..
Além da alimentação natural, pode completar-se este regime mediante a absorção
de algumas especialidades farmacêuticas, à base de fósforo, de ácido glutâmico e de
vitaminas B 12.
Não aconselhamos a utilização de alguns excitantes intelectuais que dão uma
“chicotada” temporária, sempre seguida de prostração. Também desaconselhamos os
calmantes, com exceção de alguns, inofensivos (gênero “clasédine”, “atarax”,
“phérnergan”), que podem ser utilizados para evitar a ansiedade perante um exame ou
durante os dias que o precedem.
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