C
om um desenho surpreendente e futurista, foi apres entado no Salao do Automovel em 1984. Projetado por
Mario Richard Hofstetter, entao com 27 anos, filho de um empresario suico radicado no Brasil especializado em
mecanica de precisao. O Hofstetter tem um chass i tubular proprio, tipo espinha dorsal, e adotou o motor AP 1.8
que equipava o Gol GT. Uma turbina Garrett, parte do kit fornecido pela Larus, inteirava o total de 157 cavalos,
potencia condizente para a proposta do carro. Numa segunda fase o motor passou a ser o 2.0 do Santana, com
175 cavalos. Uma versao ainda mais nervosa, equipada com intercooler, chegava, segundo Hofs tetter, a 237
km/h, marca obtida numa reta de 5 quilometros.
O carro era feito com ingredientes de varias procedencias. Alem de motor e cambio VW, a suspensao dianteira,
assim como o sistema de direcao, era do Chevette. A traseira, tipo McPherson, era a dianteira do Passat, montada
de forma invertida. Outros componentes tinham origem nos Fiat 147, Opala, Corcel, Monza, Brasilia, Gol,
caminhao Ford F-4000. Ate o onibus Mercedes-Benz monobloco cedeu a palheta unica do limpador de para-brisa.
Numa tentativa de nao enlouquecer proprietarios e mecanicos, um detalhado manual/memorial descritivo era
fornecido juntamente com o carro, com a finalidade de facilitar a identificacao de pecas na hora da reposicao.
As amplas portas que se abrem para o alto, ajudam quem entra no Hofstetter um esportivo de baixa altura, de
apenas 1,08 metros. Uma vez acomodados, motorista e passageiros desfrutam do conforto dos bancos
anatomicos de couro e do ar-condicionado, equipamento obrigatorio num carro que nao abre os vidros. A pequena
abertura corredica que voce ve no modelo das fotos nao existia nos primeiros dos 18 exemplares fabricados. Um
exaustor de ar e ligado automaticamente quando o c inzeiro e aberto. O painel e revestido de camurca preta e o
afogador, e acionado por um estiloso controle deslizante.
A posicao de dirigir, o
volante pequeno e a
suspensao dura lembra um
kart, mas com pouca
visibilidade. Uma das
preocupacoes do autor do
projeto foi a de garantir um
cockpit seguro, ja que o carro
era veloz. E por isso que
debaixo da forracao do teto ve-
se a saliencia da barra central
da "gaiola", semelhante a
estrutura de protecao da
cabine dos carros de
competic ao. Tambem os pneus vieram de carros de pista: os Corsa 225/55 VR eram usados pelos Opalas de
Stock Car nas prov as com pista molhada. Isso explica o peso da direcao nas manobras. No teste da revista,
QUATRO RODAS setembro de 1986, o Hofstetter chegou perto dos 200 km/h e fez de 0 a 100 em 9,3 segundos
O processo de producao artesanal, com um custo as tronomico (o penultimo teria c onsumido 70.000 dolares,
segundo Hofstetter), e a ausencia de uma estrutura de vendas fizeram com que o carro deixasse de ser fabricado
em 1991.
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