O desejo é uma parte importante da realização. Ajunte-se à
lista, ainda, conhecimento, atitude empreendedora, persistência e
espírito crítico para mudar quando necessário. Saber, querer e fazer
são condições para se alcançar metas. A questão, contudo, diz
respeito à forma de se desejar. O que se espera comumente é que as
coisas aconteçam conforme a crença pessoal, sem se considerar o
que cada objetivo requer verdadeiramente. Embora a pessoa acredite
que esteja plantando corretamente, a semente não vinga e a colheita
falha.
Um trabalhador, por exemplo, se esforça por determinado
período para chegar mais cedo, ser simpático com os colegas,
agradar o chefe, na expectativa de obter promoção e aumento de
salário. Mas não investe em si, para adquirir mais conhecimento,
autonomia e responsabilidade pessoal. Não se leva em conta o que é
imprescindível, mas o que é conveniente. E o resultado esperado,
porém, sequer passa perto das possibilidades. Então, a boa vontade
cai, fazendo elevar o descaso.
O aluno quer o diploma e a festa de formatura. Todavia, não
estuda e quer que seus exames resultem favoravelmente com boas
notas. Não é assíduo e protesta, julgando-se injustiçado ao constatar
as faltas registradas. Conversa durante a aula e estranha o
desconhecimento acerca do tema apresentado. Demora a iniciar um
trabalho e se diz vítima da falta de tempo. Atira pra baixo e reclama
de acertar o próprio pé.
Uma pessoa abre seu negócio sem observar o mercado e perde
informações que poderia lhe render a sobrevivência, quiçá o
progresso. Pouco se dispõe a mudanças, não se atualiza, torna-se obsoleta e pouco competitiva. Não se mexe, apenas aguarda, e ainda
se lamenta da maré de azar. É como lançar o anzol sem a isca.
O esbanjador tropeça na perna da imprevidência, mas se
queixa da falta de dinheiro. Gasta sem se preocupar com o futuro. No
entanto, quando o porvir lhe chega, faz do seu presente motivo de
abominação. Usa o cartão de crédito livre e alegremente até a fatura
lhe causar tristeza.
De um jeito ou de outro, não basta querer para obter. É
preciso mais. Não há mágica. Mas pode existir ilusão. É possível crer
com veemência que dará certo aquilo que, se analisado à luz da
consciência, se mostra claramente improvável. O devaneio pinta o
cenário com lindas cores o esboço que mal saiu dos contornos de
carvão. É crer que as parcelas do seguro-desemprego não se
acabam. O bolo não queima. A desculpa resolve. O tanque reserva é
suficiente. O tempo espera. A droga não vicia. Nada atrapalha. A
saúde é inabalável... A lista é interminável e cada um a escreve à sua
moda.
Eis o risco: se autoiludir na certeza de controlar a ilusão. Negar
a existência do engano sem percebê-lo em si mesmo.
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