Não se deve confundir a oratória como sendo algo
pomposo e artificial. Independente da esfera ou público,
a oratória deve ser praticada de forma clara e acessível a
todos, variando de acordo com o ambiente, a situação e o
público.
Para quem deseja uma projeção política, antes de
qualquer coisa, é preciso ter consciência do que se deseja
dizer ao público-alvo. Para isso, organize-se mentalmente
sobre o que pretende dizer; as idéias e a mensagem
devem ser apresentadas de forma clara e convincente.
Recebendo um destaque no discurso equivalente à força
persuasiva que você deseja que ela tenha para seus ouvintes.
Esta é a primeira regra.
A segunda regra é a adequação da linguagem. Em
uma campanha política, cada público apresenta características
diferentes. Isto não significa necessariamente ter
que mudar a base e o foco do discurso. A repetição pode
ser considerada um erro na comunicação pessoal, mas
na política é uma qualidade. Deve-se, portanto, adaptar o
discurso para cada público específico.
É importante no processo de comunicação, conseguir
a atenção dos ouvintes, ou seja, criar interesse neles pelo
que você tem a dizer.
Se há pretensão de falar sobre um problema, o ideal é
relacionar com a vida das pessoas presentes, valorizando o problema – descreva-o, ilustre-o com exemplos e a
seguir faça um diagnóstico preciso. Em seguida apresente
seu ponto de vista e sua proposta de solução, da forma
mais atraente e realista. O objetivo é fazer com que as pessoas
visualizem os benefícios que advirão de sua proposta.
Por fim, decidir como agir, levando-se em consideração
a função do público, o estado psicológico em que se
encontra, o tema de sua mensagem, a forma de emissão
da fala: emocional ou racional, eloqüente ou não; o ritmo
e a intensidade da voz a ser aplicada.
Um discurso pronto, seja na cabeça ou no papel, deve
se ajustar à situação. Ele pode servir como veículo de comunicação
para os mais variados fins (discurso de aniversário,
de formatura, de negócios, discurso políticos, etc),
cada um deles construído especificamente para a razão
que levou aquele público a se reunir.
O discurso político se constitui numa peça de persuasão
em torno de um tema público invariavelmente controvertido.
Enquadra-se naquilo que se chama de comunicação
interessada, isto é, aquela comunicação que visa
levar os ouvintes a adotar uma atitude pretendida pelo
orador.
Trata-se de um tipo de comunicação que se assemelha
ao vendedor que usa do poder de persuasão para levar
ao seu target4 a decisão quanto à aquisição do produto
que lhe interessa.Vendedor e político, ambos são indivíduos interessadas
em obter algo do seu público-alvo. No desempenho
de sua atividade, são pessoas que buscam “alguma coisa
que as pessoas têm” e nas quais estão intensamente interessados.
Por esta razão, o político deve estar preparado
para superar reações e barreiras de defesa e ceticismo,
a fim de que seus argumentos possam ser vistos com
boa vontade, ou pelo menos o mínimo de neutralidade.
Via de regra, o político é visto como alguém que sempre
está aposto para aproveitar oportunidades “para
vender o seu peixe”, como se diz na linguagem popular.
Assim, um discurso político, sempre enfrentará resistência
e autodefesa silenciosa. A menos que seja pronunciado
para um público de fiel, já previamente identificados
com as idéias do candidato.
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