Ao viver em uma sociedade bastante idealizada em relação à
realidade nua e crua dos seus membros, o ser humano paga um alto
preço por tal discrepância. Informações genéticas obrigam-no a
sobreviver e se aperfeiçoar a fim de tornar-se apto e a dar
continuidade à espécie através da sua descendência. Logo, o choque
é inevitável frente às normas e leis que tentam regular os
comportamentos sociais. Duas poderosas forças se enfrentam e disso
pode decorrer evolução, conflito e, nos casos extremos, significativos
desajustes psíquicos.
A luta se inicia de forma sutil através do psiquismo e da
funcionalidade cerebral. Tal combate se estabelece entre as funções
mais antigas (anatomicamente, o sistema límbico e as emoções, por
exemplo) e as mais recentes (neocórtex e o planejamento e o
controle). Se há boa comunicação entre o antigo e o novo, ou seja,
entre o lado original animalesco e o lado que busca a civilização, é
possível resultar bons avanços. Do contrário, o mal-estar revelará a
presença de discórdia que, se canalizada irrefletidamente para os
comportamentos, pode gerar desacordo social. A brutal inconsciência
nocauteia a mirrada consciência.
Vale destacar que é fundamental cobrar o desenvolvimento das
potencialidades humanas, sobretudo a autonomia intelectual e a ética
que levem a pessoa a observar o que é bom para si e para outrem. É
assim que se pode extrair maiores e melhores resultados para o bemestar
do indivíduo e da comunidade. Pois se a acomodação reina, as
trevas se sobrepõem à luz. No entanto, ao mencionar cobrança e
extração do progresso humano, urge agregar outros itens cruciais: o
adequado investimento na educação cuja aprendizagem demanda
estratégias voltadas para a aquisição do saber e, notadamente, a prática da reflexão. Adquirir conteúdo apenas é ter a chave;
processá-lo reflexivamente é abrir a porta.
Então, o que se percebe de forma gritante no convívio social é,
de um lado, pesada exigência sobre o controle dos comportamentos,
e, de outra parte, pouca oferta de qualidade educacional que valorize
conteúdo, crítica e autonomia, que podem, gradativamente, formar
gente com ideias próprias e a capacidade de assumir as inerentes
responsabilidades cidadãs como o exercício político que atinja a
democracia consciente e responsável em detrimento do ato eleitoral
meramente mecânico e inconsequente e a malfadada passividade,
dentre outros aspectos.
Sem a educação civilizadora o homem permanecerá
indefinidamente escravo de si mesmo e refém da manipulação
ardilosa de outros homens. Porquanto se deve lutar voraz e
incessantemente em favor das políticas que favoreçam a educação de
qualidade para que os reflexos de tal empreendimento beneficiem
futuras gerações que, ao olharem para o seu passado, entendam
claramente que a intervenção madura é o caminho para libertar o
homem e torná-lo um transformador pleno da sociedade.
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