Quem sempre aponta o dedo da culpa para os outros, age de
modo adulto? Não é justamente através da responsabilidade pessoal
que se cresce solidamente e alcança-se a maturidade mínima para o
ideal convívio social? Basta dizer “sou maduro” para se alcançar tal
condição? E quanto a enganar a outrem, fugir e se achar esperto,
seja por um ato estarrecedor ou por uma mentirinha (aquela que
todo mundo conta)? Aliás, é sinal de maturidade fazer o que a
maioria faz? Não fica evidente que se está enraizado no jardim da
infância ao se revelar sem qualquer pensamento crítico? Mais:
confundir independência financeira com maturidade pessoal não é
uma maneira de se autoenganar, agradando a si mesmo e a
sociedade cuja adoração massificada pelo consumo sobrepuja a
autonomia individual pensante?
Pode-se afirmar que é a fantasia dando as cartas no jogo do
faz-de-conta quando alguém age irresponsavelmente, tem medo das
consequências e, de quebra, ainda foge na esperança de que tudo
seja esquecido? Coisa de criança? Revela-se, então, só uma sombra
pálida e impotente do “adulto” frente aos muitos chamados da
responsabilidade? E quanto às artimanhas usadas pelo autoengano?
Falar grosso e gritar (além do astucioso jogo de palavras) não
assumiram, pois, a lacuna deixada pela falta de desenvolvimento da
fundamental fase do crescimento individual? Então, não é através do
grito que a criancinha tenta impor as suas ideias e obter aquilo que
deseja? Ou por meio da manha que seduz e conquista? Não estão,
portanto, tão evidentes os comportamentos que revelam a
infantilidade das pessoas que ainda carecem do devido
amadurecimento?Porquanto, o que fazer? Uma coisa é enxergar, outra é mudar,
não é? O que acontece quando se nega, autoiludidamente, que se
tem muito pela frente, na escalada da maturidade? Fica-se refém do
atraso? Entretanto, ainda que a autoavaliação honesta, profunda e
frequente cobre o seu preço através do inevitável mal-estar, não é
ela a ferramenta adequada para se conquistar a consciência em
relação a si mesmo, além de gerar o incômodo essencial para que se
imponha a mudança na direção do crescimento? Mas, para
empreender a autorrevisão, o autoconhecimento e a transformação
pessoal não é necessária a autorização íntima?
Assim, vale afirmar: Só a pessoa pode oferecer a si mesma o
desenvolvimento que se extrai através da reflexão particular.
Todavia, apenas ela, igualmente, pode se impedir a tamanho
benefício se a sua inconsciência ainda não permite vislumbrar nem a
grandiosidade a que tem direito nem a mediocridade a que se
submete.
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