Willys-Overland
do Brasil apresentou
no II Salao do
Automovel, realizado
no Pavilhao do
Ibirapuera em outubro
de 1961 o Interlagos, o
primeiro carro esporte
fabricado no Brasil. Por
sugestao do publicitario
e jornalista Mauro
Salles, o carro teve o
nome de Interlagos,
nome do autodromo de
Sao Paulo nada
poderia ser mais
adequado para dar a
esportividade que
merec ia. Era a versao brasileira do Renault Alpine A108 francesa.O Interlagos foi o
primeiro nacional com
carroceria de plastico
(poliester) reforcado com
fibra de vidro, ideal para
producao em pequena
escala por dispensar a
utilizacao de caras
prensas para chapas de
aco.
Vendido nas
concessionarias Willys
apenas sob-encomenda
era oferecida em tres
versoes: cupe (com o
capo traseiro em linha
mais definida, como em
um tres volumes),
conversivel (o primeiro da industria nacional) e a Berlineta (o des enho original do Alpine, com perfil fastback) este
ultimo foi a vers ao de maior sucesso.Os primeiros motores
utilizados para equipar o
Interlagos eram os
mesmos que equipavam o
Renault Dauphine,
tambem produzidos pela
Willys Overland do Brasil.
O motor montado na
traseira como no Gordini
era de 845 cc, com taxa de
compressao de 7,75:1
cuja potencia era de 31 cv.
Logo apos o
lancamento, de acordo
com o tipo de carburacao,
taxa de compressao e
cilindrada que variava de 845 a 998 cc, as potencias disponiveis eram de 40, 50 e 56 cv para as tres versoes.
Hav ia tambem um motor de 70 cv, que era exclusivo da Berlineta, utilizado tambem em competicoes.
A partir de 1966 todos os modelos passaram a receber um unico motor de 845 cc e 55 cv, mesmo motor que
equipava o Renault 1093 (versao esportiva do Gordini).
Com baixo peso (cerca de 660 kg) e boa aerodinamica, o Interlagos tinha uma excelente performance
esportiva, podendo atingir velocidades superiores a 160 km/h e acelerando de 0 a 100 km/h em apenas 14,1
segundos (com motor de 70 cv). Estes numeros eram espantosos para a epoca, levando em c onta que os carros
nacionais na ocasiao eram o VW 1200, DKW, Dauphine, Simca, Aero Willys etc., cujas velocidades eram bem
mais modestas.
Nas competicoes de
velocidade, e arrancada
eram imbativeis em sua
categoria. O
departamento de
competic oes da Willys
era gerenciado pelo
competente Christian
Heins (apelidado de
Bino), por ironia do
destino Bino perdeu a
vida a Bordo de um
Alpine nas 24 horas de
Le Mans em 1963,
quando ele bateu em um
carro que derrapou em
O lendario Interlagos amarelinho de competicao da equipe Willys
sua frente, pegando fogo.
Quem assumiu a gerencia do Departamento foi seu entao assistente Luiz Antonio Grecco, que montou uma
equipe dos sonhos com pilotos de ponta como: Expedito Marazzi, Wilsinho Fittipaldi, Luiz Pereira Bueno, Jose
Carlos Pace, Bird Clemente, Chiquinho Lameirao, entre outros campeoes.
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